terça-feira, 17 de abril de 2012

40 Conselhos para a Felicidade

Ficam as dicas! Li e achei valido! Vale tentar... E que todos nós sejamos cada dia mais e mais felizes!

  1. Caminhe de 10 a 30 minutos todos os dias. Enquanto caminha, sorria!
  2. Fique em silêncio pelo menos 10 minutos por dia. Se necessario a sós.
  3. Escute boa música todos os dias. É um autêntico alimento para a Alma.
  4. Quando se levantar diga o seguinte: Meu propósito hoje é...
  5. Viva com os 3 E's: Entusiasmo, Energia e Empatia.
  6. Divirta-se mais que no ano passado.
  7. Leia mais livros que no ano passado.
  8. Olhe para o céu pelo menos uma vez ao dia, e leve em conta a magestade do mundo em torno de você.
  9. Sonhe mais enquanto está acordado.
  10. Coma mais alimentos naturais.
  11. Coma castanhas e nozes. Beba suco de uva ou um cálice de vinho todos os dias. Beba água.
  12. Tente tratar bem pelo menos 3 pessoas por dia.
  13. Elimine a desordem da sua casa, do seu carro, do seu escritório, para que fluam as novas energias.
  14. Não gaste teu precioso tempo em fofocas, coisas do passado, pensamentos negativos e coisas fora do teu controle. É melhor investir tua energia em coisas positivas.
  15. Note que a vida é uma escola e você está aqui para aprender. Os problemas são lições que vêm e vão. Lembre-se: é melhor investir nas necessidades presentes.
  16. No café da manhã coma como um rei, no almoço como um príncipe e no jantar como mendigo.
  17. Sorria mais.
  18. Não deixes passar a oportunidade de abraçar ou beijar alguém quando sentir vontade.
  19. A vida é muito curta para desperdiçar tempo odiando alguém.
  20. Não se cobre tanto. Você não é perfeito... e tudo bem.
  21. Você não tem que vencer todas as discussões. Saiba dizer que não está de acordo e aprenda a ouvir.
  22. Esteja em paz com teu passado, e viva somente o seu presente.
  23. Não compares tua vida com a dos outros. Você não tem idéia do caminho que o outro andou.
  24. Ninguém é responsável pela tua felicidade, exceto você mesmo.
  25. Lembre-se que você nem sempre tem o controle sobre o que acontece com você, mas tem o controle sobre o que fará com a sua vida.
  26. Aprenda algo novo cada dia.
  27. O que os outros pensam de você não importa.
  28. Aprecie teu corpo e disfrute-o. Não está satisfeito? Mude!
  29. Não importa quão ruim é a situação, basta querer mudar. Se esforce.
  30. Seu trabalho não vai se preocupar se você está doente. Sua família sim. Seus amigos sim. Fique em contato com eles.
  31. Descarte qualquer coisa que não seja útil, bonita ou divertida.
  32. Inveja é um desperdício de tempo. Não olhe para o outro, olhe para você!
  33. O melhor está para acontecer.
  34. Não importa como você se sente... levante-se, vista-se e participe.
  35. Você é único. Viva com a plenitude do seu ser.
  36. Cultive pessoas, não objetos.
  37. Antes de dormir diga o seguinte:
    Dou graças por ___________________.
    Hoje eu consegui _____________________.
  38. Lembre-se de que você é muito abençoado para estar estressado.
  39. Aproveite a viagem. Nunca temos certeza se teremos outra oportunidade de tirar o melhor proveito.
  40. Creia em algo maior que você e exercite sua fé!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

PARA MEU PAI!

                                               
                                         A felicidade aparece para aqueles que choram.
                                         Para aqueles que se machucam.
                                         Para aqueles que buscam e tentam sempre.

                                         (Clarice Lispector)

quinta-feira, 1 de março de 2012

Pru quê?


E não preciso falar mais nada.

Os degraus

"Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na sua vida!
É um sonho louco esse nosso mundo..."
(Quintana)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Metáfora

O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.


Mário Quintana

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

JARDIM

Ganhei esse texto de uma amiga Querida, e nada mais justo do que dividir esse presente com vocês!
Apenas peço licença para dedica-lo especialmente para meu irmão, Gabriel! 


... Eu acho que Deus, ao criar o universo, pensava numa única palavra: Jardim! Jardim é a imagem de beleza, harmonia, amor, felicidade. Se me fosse dado dizer uma última palavra, uma única palavra, Jardim seria a palavra que eu diria.
Depois de uma longa espera consegui, finalmente, plantar o meu jardim. Tive de esperar muito tempo porque jardins precisam de terra para existir. Mas a terra eu não tinha. De meu, eu só tinha o sonho. Sei que é nos sonhos que os jardins existem, antes de existirem do lado de fora. Um jardim é um sonho que virou realidade, revelação de nossa verdade interior escondida, a alma nua se oferecendo ao deleite dos outros, sem vergonha alguma... Mas os sonhos, sendo coisas belas, são coisas fracas. Sozinhos, eles nada podem fazer: pássaros sem asas... São como as canções, que nada são até que alguém as cante; como as sementes, dentro dos pacotinhos, à espera de alguém que as liberte e as plante na terra. Os sonhos viviam dentro de mim. Eram posse minha. Mas a terra não me pertencia.
O terreno ficava ao lado da minha casa, apertada, sem espaço, entre muros. Era baldio, cheio de lixo, mato, espinhos, garrafas quebradas, latas enferrujadas, lugar onde moravam assustadoras ratazanas que, vez por outra, nos visitavam. Quando o sonho apertava, eu encostava a escada no muro e ficava espiando.
Eu não acreditava que meu sonho pudesse ser realizado. E até andei procurando uma outra casa para onde me mudar, pois constava que outros tinham planos diferentes para aquele terreno onde viviam os meus sonhos. E se o sonho dos outros se realizasse, eu ficaria como pássaro engaiolado, espremido entre dois muros, condenado à infelicidade.
Mas um dia o inesperado aconteceu. O terreno ficou meu. O meu sonho fez amor com a terra e o jardim nasceu.
Não chamei paisagista. Paisagistas são especialistas em jardins bonitos. Mas não era isto que eu queria. Queria um jardim que falasse. Pois você não sabe que os jardins falam? Quem diz isto é o Guimarães Rosa: "São muitos e milhões de jardins, e todos os jardins se falam. Os pássaros dos ventos do céu - constantes trazem recados. Você ainda não sabe. Sempre à beira do mais belo. Este é o Jardim da Evanira. Pode haver, no mesmo agora, outro, um grande jardim com meninas. Onde uma Meninazinha, banguelinha, brinca de se fazer Fada... Um dia você terá saudades... Vocês, então, saberão..." É preciso ter saudades para saber. Somente quem tem saudades entende os recados dos jardins. Não chamei um paisagista porque, por competente que fosse, ele não podia ouvir os recados que eu ouvia. As saudades dele não eram as saudades minhas. Até que ele poderia fazer um jardim mais bonito que o meu. Paisagistas são especialistas em estética: tomam as cores e as formas e constroem cenários com as plantas no espaço exterior. A natureza revela então a sua exuberância num desperdício que transborda em variações que não se esgotam nunca, em perfumes que penetram o corpo por canais invisíveis, em ruídos de fontes ou folhas... O jardim é um agrado no corpo. Nele a natureza se revela amante... E como é bom!
Mas não era bem isto que eu queria. Queria o jardim dos meus sonhos, aquele que existia dentro de mim como saudade. O que eu buscava não era a estética dos espaços de fora; era a poética dos espaços de dentro. Eu queria fazer ressuscitar o encanto de jardins passados, de felicidades perdidas, de alegrias já idas. Em busca do tempo perdido... Uma pessoa, comentando este meu jeito de ser, escreveu: "Coitado do Rubem! Ficou melancólico. Dele não mais se pode esperar coisa alguma..." Não entendeu. Pois melancolia é justamente o oposto: ficar chorando as alegrias perdidas, num luto permanente, sem a esperança de que elas possam ser de novo criadas. Aceitar como palavra final o veredicto da realidade, do terreno baldio, do deserto. Saudade é a dor que se sente quando se percebe a distância que existe entre o sonho e a realidade. Mais do que isto: é compreender que a felicidade só voltará quando a realidade for transformada pelo sonho, quando o sonho se transformar em realidade. Entendem agora por que um paisagista seria inútil? Para fazer o meu jardim ele teria que ser capaz de sonhar os meus sonhos...
Sonho com um jardim. Todos sonham com um jardim. Em cada corpo, um Paraíso que espera... Nada me horroriza mais que os filmes de ficção científica onde a vida acontece em meio aos metais, à eletrônica, nas naves espaciais que navegam pelos espaços siderais vazios... E fico a me perguntar sobre a perturbação que levou aqueles homens a abandonar as florestas, as fontes, os campos, as praias, as montanhas... Com certeza um demônio qualquer fez com que se esquecessem dos sonhos fundamentais da humanidade. Com certeza seu mundo interior ficou também metálico, eletrônico, sideral e vazio... E com isto, a esperança do Paraíso se perdeu. Pois, como o disse o místico medieval Angelus Silésius:

Se, no teu centro
um Paraíso não puderes encontrar,
não existe chance alguma de, algum dia,
nele entrar.

Este pequeno poema de Cecília Meireles me encanta, é o resumo de uma cosmologia, uma teologia condensada, a revelação do nosso lugar e do nosso destino:

" No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
no canteiro, urna violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de urna borboleta."

Metáfora: somos a borboleta. Nosso mundo, destino, um jardim. Resumo de uma utopia. Programa para uma política. Pois política é isto: a arte da jardinagem aplicada ao mundo inteiro. Todo político deveria ser jardineiro. Ou, quem sabe, o contrário: todo jardineiro deveria ser político. Pois existe apenas um programa político digno de consideração. E ele pode ser resumido nas palavras de Bachelard: "O universo tem, para além de todas as misérias, um destino de felicidade. O homem deve reencontrar o Paraíso."
(Rubem Alves, em “O Retorno Eterno”, p 65)